Sempre tive essa mania de me autodescrever. Não para os outros, nem pra mim mesma, só pro pedaço ínfimo de papel a minha frente. Escrever sobre minhas manias, minhas complicações, meu jeito de agir e tudo que preciso citar para me definir. Não porque eu tenha sempre as palavras corretas ou porque eu me conheça muito bem. Mas pelo simples fato de que não aturo ninguém falando sobre mim, essa é uma tarefa unicamente minha. Eu própria me julgo, me critico, tendo a intenção de não permitir ninguém mais a fazer o mesmo. Dessa forma, controlo os danos. Dou espaço apenas pras minha palavras, pois estas são as únicas que não me ferem e também não mentem. Falo o que preciso ouvir, e é ótimo o sentimento de que reconheço minhas falhas, porque isso que me dá o poder de consertá-las. Não tolero besteira saindo da boca dos outros sobre minha forma de ser. Me faz pensar que eu sou a única que me entendo. Ou melhor, a única que se mostra apenas pra si só. (Érica Oliveira)
Escreva sobre o que te dá medo, sobre o que te dá vergonha, sobre o que você ama. Escreva sem julgar, escreva sobre os outros. Escute conversas alheias, mesmo se as pessoas te parecerem estranhas. Ande de ônibus e de metrô e observe tudo. Lide com pessoas de diferentes profissões e idades. Não fique cercado por pessoas que tem a sua idade e fazem a mesma coisa que você. Aliás, fuja delas.
— Resposta de Pedro Almodóvar para uma cineasta iniciante, quando ela pediu um conselho. (via 1poeta-irreal)
Calma, menina. Calma. Pra que essa pressa toda? Aonde tu vais com tanta euforia? Aprende menina que quem procura não acha. Vai ler um bom livro, ouvir uma boa música. Solta esse cabelo. Sai pra rua. Vai ver as luzes da cidade. E espera menina, espera. Porque o que for seu, encontrar um caminho pra chegar ate você. Sem armaduras, e falsas esperanças.